segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Estudos

Como basicamente quem lê meu blog são pessoas interessadas em fazer intercâmbio, hoje vou falar um pouco sobre os estudos, pois me dei conta de q não havia escrito sobre isso ainda.
Ter a oportunidade de estudar foi a minha motivação principal para vir para os EUA. Mas confesso q não me preocupei tanto em pesquisar sobre cursos antes de fazer o match, já q minha principal preocupação era encontrar uma família q eu gostasse e q gostasse de mim. Ao chegar aqui e começar a pesquisar, não encontrei nenhum curso q realmente me interessava, o que me deixou bem chateada.

Como vocês devem saber, temos um auxílio de apenas US$500 para os estudos, o que acaba fazendo com q procuremos cursos em Community Colleges, q são mais acessíveis e geralmente de qualidade inferior. No meu caso não tive muitas opções não somente pelo dinheiro, pois eu pagaria mais do meu bolso para fazer um curso de melhor qualidade, mas principalmente pela localização. As faculdades regulares próximas daqui não oferecem esses tipos de cursos "abertos para a comunidade", somente cursos de graduação, pós-graduação e afins.

Se o seu principal objetivo é aprender Inglês acho q não terá tanto problema, pois cursos de ESL tem por toda parte. Até algumas igrejas oferecem de graça. Mas eu já tinha o Inglês bem avançado, queria um estudo mais específico da língua como Sintaxe ou Tradução, o que não encontrei. Acabei então optando pelo preparatório para a prova do TOEFL, já q pensava em levar alguma certificação de proficiência em Inglês para o Brasil. O curso teve a duração de 3 meses apenas e me fez entender melhor como funciona a prova e como me preparar melhor. O material estava incluído no valor e era de muito boa qualidade. O segundo curso q fiz foi sobre Inglês coloquial, onde aprendi muitas expressões idiomáticas, gírias, clichés e pluns. Foi muito interessante! Pena q durou pouco, apenas 12h. Com esses dois cursos fechei certinho as 60h de estudos q o programa exige, embora quisesse estudar muito mais. O que fiz foi comprar alguns livros e estudar em casa mesmo, já q não tinham cursos q me interessavam. Confesso q ultimamente eu tenho andado preguiçosa e nem terminar um livro de ficção eu não estou conseguindo, mas com certeza já aprendi muito e ainda tenho muito para aprender! Ainda tenho q fazer mais 30h de cursos por exigência da extensão, então escolhi Business Writing, pensando que me ajudaria com vocabulário específico de negócios e seria bom até para a área de Tradução em que pretendo ingressar. O problema é q o curso foi cancelado por falta de alunos e cá estou eu de volta à falta de opções. Encontrei um curso interessante, All the essencials of English, que engloba gramática, pontuação, tempos verbais e todos os aspectos essenciais para um bom conhecimento da língua. O problema agora foi o horário e a localização - muito cedo e muito longe. Ou seja, no way. Cursos online não contam como créditos para o programa, então também não entram nas opções. Enfim, estou muito chateada pois já estamos em Novembro e eu não consegui encontrar nenhum curso para fazer. Minha volta já está marcada para dia 31 de Janeiro e acho q não vou conseguir encontrar nada antes disso.

Portanto, fica a dica para as meninas que estão procurando família. Se os estudos são importantes para você, não se esqueça de pesquisar se na área da host family há cursos de seu interesse e se os horários a possibilitarão fazê-los. Não adianta ter lugar pra estudar somente, fiquem atentas!

Boa sorte!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tattoo!

Hoje estava lendo o blog do jornalista e humorista Felipe Andreoli e me deparei com o seguinte post:

Tatuagem é algo muito particular. Cada pessoa tem um porquê, uma razão para fazer um desenho que ficará eternamente em seu corpo. Sim, outros as fazem por fazer, sem motivo especial, como se a tattoo fosse um vício, o que não deixa de ser pra quem fez a primeira e gostou. Pra mim fazer uma tatuagem tem motivos complexos e bacanas, sempre algo positivo, uma mudança, um ciclo, algo que marcou de fato minha vida.

É exatamente assim q eu penso! E o curioso é que ele postou isso no dia seguinte de eu ter feito a minha. Sim, eu fiz uma! E é claro q tive um motivo muito especial né. Sempre achei legal tatuagem, mas nunca senti q tinha um motivo para fazer uma. Eu já tinha pensado em fazer uma para marcar essa minha experiência aqui nos EUA, q tem sido algo muito importante por vários motivos (que eu já cansei de citar aqui, inclusive no post passado), mas não tinha levado a idéia adiante. Até q duas grandes amigas minhas começaram a falar sobre fazerem tattoos tb e esse foi o empurrãozinho q faltava!

Sempre gostei de estrelas e pensava em fazer uma, mas faltava o lugar. Minha amiga Ju indicou um lugar q achei legal, na parte de trás do pé, perto do calcanhar, do lado de fora. Achei legal. Resolvi desenhar no meu pé pra ver como ficava e gostei. Mas faltava algo. Fiz mais uma. Gostei. Minha cunhada sugeriu mais uma e gostei mais ainda! Agora sim teriam mais um milhão de motivos legais para a minha tattoo, pois o número 3 representa muitas coisas legais na minha vida. Sem contar q seria pequena e discreta, perfeita para uma primeira tattoo meio q "experimental". Resolvemos então ver uma tattoo place legal pra fazermos e marcamos a data. 30/08.

E foi isso! Done! Agora vou ter pra sempre essa experiência não só marcada na memória, mas também na pele...

Termino com mais um trecho do post do Felipe:

A dor de se fazer uma tatuagem é outra parte fundamental do processo. Suar, contrair os músculos, sofrer em alguns momentos e ter o alívio quando a agulha descansa por alguns segundos. Valorizar o tempo. Valorizar a dor.

Se bem q a minha nem foi tão grande a ponto de doer tanto... Mas doeu um pouco quando chegou perto do osso!

Beijos!

sábado, 19 de setembro de 2009

Falando mais um vez sobre o intercâmbio


Oi, galerinha do bem! Sim, eu estou de volta! Não adianta, eu tenho muita coisa na cabeça e não consigo guardar só para mim mesma... hehe
Na verdade, resolvi postar pois recebi um comentário no post anterior q me deu vontade de escrever um pouco mais sobre como é fazer um programa de intercâmbio. Tô sentindo q vou escrever um bocado, já vou avisando pra quem tem pouco tempo... rs

Eu sempre indiquei a todos que tivessem condições q fizessem algum tipo de intercâmbio cultural, mesmo sem nunca ter feito um. Não tinha feito pois sempre procurava e achava os preços muito distantes da minha realidade financeira. Quando comecei a trabalhar voltei a procurar, mas ainda não conseguia encontrar um programa q desse pra pagar com meu salário de professora estagiária. Por isso acabei me decidindo pelo Au Pair, que, até onde sei, é o programa mais barato q existe. Eu paguei US$750 (na época equivalente a pouco mais de R$1000), sendo que US$500 me seriam devolvidos ao final do primeiro ano. E foram, só pra constar. Ou seja, acabei pagando apenas US$250, q seria algo por volta de uns R$500. Já imaginou passar 1 ano nos EUA com moradia paga e bolsa de estudos por R$500?? E ainda ser paga?? Incrível né?? Eu faço a maior propaganda mesmo! Mas o negócio é o seguinte: prepare-se! O trabalho envolve cuidar de crianças e tudo relacionado a elas, ou seja, é preciso MUITA paciência. Eu me achava uma pessoa MEGA paciente e sempre ouvia isso das pessoas que me conheciam. Trabalhava com alunos com dificuldades de todas as faixas etárias e também portadores de deficiências físicas e mentais. Adorava criança e ficava imaginando q esse seria o intercâmbio dos meus sonhos. Bom, resumindo, me enganei. O programa oferece as melhores condições, sem dúvida, mas eu acho q a pessoa tem q ser muito forte mesmo para optar pelo Au Pair. E aqui vai a lista dos porquês:

1. Obviamente, ficar 1 ano longe de tudo e todos q vc conhece não é fácil. Mas sinceramente não é a pior coisa pra mim aqui não. No início é difícil, mas a gente conhece gente nova, lugares novos, e acaba se acostumando.
2. Novamente, trabalhar com crianças. Podem ser os seres mais adoráveis numa hora, mais também os mais abomináveis no segundo seguinte. Não sei, às vezes tenho pra mim q as crianças q cuido são bipolares... Ah, e extremamente mimadas! 99% das au pairs q conheço reclamam da mesma coisa!
3. Diferença de cultura. Os americanos podem ser bem simpáticos, mas muito provavelmente é só pq querem te causar uma boa impressão. Raramente esse é o jeito natural deles. Conheço muitas meninas q não foram com a cara da host family e simplesmente decidiram mudar ou ir embora. Acho q não é bem por aí. Uma coisa é eles não te respeitarem, outra é vc não achá-los legais, simpáticos, amigos, etc. Pela minha experiência - e q fique bem claro: MINHA - os americanos tem uma idéia completamente diferente do programa do q nós temos. A gente fica imaginando q será recebida numa família e fará parte dela, cuidando das crianças como se fossem nossos irmãos mais novos e q ganharemos uma mesada pra isso. Eles imaginam q vão ter uma babá de qualidade (falante de outra(s) língua(s), com experiência comprovada e psicologicamente aprovada) por menos da metade do preço e q aceita isso pq tem o sonho de vir pra América viver melhor q no seu país. E acham o salário super justo pq te dão casa e comida. Ou seja, mentalidades diferentes q vão quase certamente gerar conflitos e decepções. NORMAL.
4. Inglês. Quem vem pra aprender Inglês tem q ter o dobro de paciência. Entendam q não é de um dia pro outro q vc acorda falando Inglês. É preciso muita força de vontade pra correr atrás e aprender. Um ano eu acho ideal pra dar aquela engrenada no Inglês, mas tem q batalhar. Não adianta fazer um curso de ESL e só sair com suas amigas Brasileiras e falar Português o tempo todo. Digo por experiência própria. Não tô dizendo para evitar fazer amigas Brasileiras (até pq sem elas eu não seria nada aqui), mas tente fazer amizades com pessoas de outras nacionalidades, de preferência falantes nativos da Língua Inglesa. Vc vai ver como vai ajudar. Prática é tudo! Além disso, procure ler, nem q seja a revista de fofoca da vizinha (ops, me entreguei...), assistir filmes, tv, ouvir música, e todo o resto q vc (supostamente) já fazia no Brasil. Vc vai ver como essa imersão na cultura americana vai enriquecer ainda mais sua bagagem!

Falei mais do Au Pair do q de intercâmbio no geral. Mas, como disse, foi só esse q consegui fazer. E sinceramente, não sei se teria optado por outro. Talvez mais pra frente, quem sabe. O programa de Au Pair tem muitos aspectos negativos, mas acredito q todos tenham. Cabe a vc analisar seus objetivos e oq o programa te oferece para poder escolher oq seria o melhor pra vc.
Como professora de Inglês eu acredito q qualquer experiência seja válida, mas se você quer realmente aprender Inglês, opte por ficar o máximo de tempo q puder. Eu já era formada em Inglês quando vim, mas até hoje, mesmo depois de 1 ano, ainda não parei de aprender. Tô sempre descobrindo algo novo e me sinto muito bem quando isso acontece.
Ah, sem contar q além de todo o enriquecimento cultural ainda há um grande crescimento pessoal também. Com certeza eu me sinto uma pessoa diferente agora, mas isso já cansei de falar aqui.

Para fechar, se não ficou claro ainda, eu recomendo intercâmbio sim! Seja ele qual for! Desculpa se estou sendo repetitiva com esse tópico, já falei muito do programa de Au Pair aqui, mas acho q sempre é válido. Enfim, próximos posts vou tentar focar na cultura!

Um beijo para meus milhões de leitores assíduos! hehe

quinta-feira, 23 de julho de 2009

1 ano!

Voltei! Pelo menos para mais um post de reflexão...

Dia 14/07 completei um ano de EUA! Nossa, nem acredito como foi rápido! Às vezes parece q foi ontem q cheguei aqui. E é isso q me anima a continuar; saber q está passando rápido...
Desde que voltei do Brasil estava meio down, mas ainda não sei exatamente pq. Queria muito ir pra casa, mas sempre soube que teria que voltar pra cá. E não fiquei triste por isso. Voltei pensando ter recarregado minhas baterias, já que estava morrendo de vontade de ir lá dar aquela conferida se tava tudo bem e poder continuar tranquila aqui. Minha vida é no Brasil e por mais que eu ame estar lá, me deu um certo alívio ter ido lá só a passeio. É muito estranho ir ao seu país como "turista" depois de tanto tempo longe. Sua perspectiva de vida é outra e parece q só guardamos lembranças boas do lugar de onde viemos. Acontece que ao chegarmos lá, somos lembrados de todos os aspectos negativos também. Vc começa a prestar mais a atenção em como existem buracos nas ruas, como existem pessoas morando nas ruas, como os preços são altos e como vc tem q se esforçar o dobro pra ganhar uma quantia suficiente pro pão de cada dia. Vc liga a tv e em torno de 70% das notícias são terríveis, 20% são ruins, 5% são inúteis e 5% são agradáveis. Vc assiste a um programa de humor pra tentar rir um pouco e tudo se resume a mulheres semi-nuas e homens pagando de bobo por causa delas. Nada diferente de quando saí do Brasil pela primeira vez, de fato, mas oq quero dizer é q esses aspectos apareceram para mim mais gritantes do q nunca. E isso foi meu "empurrãozinho" pra voltar. Uma semana depois da minha volta aos EUA já estava me perguntando pq eu decidi ficar aqui até Fevereiro de 2010, se poderia estar voltando agora...
Eu não tenho vontade de morar aqui eternamente, nunca tive. Pode até ser q seja bom mudar de ares, mas não seria aqui jamais. O sistema aqui funciona, e eu acredito q isso acontece principalmente por causa do povo, q participa ativamente de todos os aspectos relacionados à melhora do país. Acho q a proporção de pessoas que discutem política aqui é a mesma (senão maior) que a de pessoas q discutem novela no Brasil. Falem oq quiser dos EUA, o povo é sim mais frio, falso, interesseiro e capitalista (estou generalizando pelo q pude perceber). No entanto, eu discordo qndo dizem q eles são burros. Eu acredito q parte deles seja ignorante com relação ao q não lhes convém.

Obrigada Hane e Danielle pelos comentários positivos no post anterior. Só de saber q meu blog ajudou duas meninas já fico feliz! Ainda não sei se vou continuar postando aqui sobre o programa em si, tava pensando em postar mais sobre as coisas q tenho aprendido ao longo do tempo aqui. Oq vcs acham?

Beijos!

domingo, 12 de julho de 2009

Não sei

Oi! Seguinte, tô pensando em acabar com o blog. A idéia principal de escrever aqui era para mandar notícias aos parentes e amigos e de alguma forma tb ajudar as meninas q ainda estão por vir. Sei lá, no início foi empolgante, era tudo novidade, eu escrevia com mais freqüência e o objetivo estava sendo cumprido. Hoje em dia, eu não sei mais oq escrever, muitas vezes eu começo um post e acabo largando pq acho q não tá bom ou não tem nada a ver e fico mais meses sem postar.
Estava quase desistindo desse post tb, mas vou deixar e ver oq acontece...